Novas parcerias e o compliance na área médica marcaram a 9ª Reunião do Conselho Consultivo

14/11/2018
Instituto Ética Saúde propõe que sociedades médicas elaborem projeto sobre Educação Continuada
 
A 9ª Reunião do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde foi realizada na sede da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), em São Paulo, no dia 9 de novembro. Foram apresentadas as ações recentes do IES – nacionais e internacionais; as novidades do QualIES – Programa de Qualificação do Ética Saúde; a campanha de Sensibilização “Ética não é Moda. Ética são Modos” e os cursos por vídeo conferência em parceria com a FEHOSP, que serão lançados em breve. Um dos temas mais debatidos foi o compliance e educação na área médica.
O diretor executivo do IES anunciou que o Acordo de Cooperação com o Ministério da Transparência a Controladoria Geral da União (CGU) já está aprovado e será assinado em breve. Carlos Eduardo Gouvêa destacou o sucesso dos encontros com o CADE e com o TCU para os associados, realizados em setembro e outubro, respectivamente e citou os eventos recentes com a participação do Instituto, entre eles o Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), com a presença do procurador da República Deltan Dallagnol, onde ele, Gouvêa, falou sobre os avanços no combate à corrupção no setor de saúde. 
 
Educação Continuada de médicos e cirurgiões dentistas
O I Fórum de Ortopedia e Traumatologia do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado em outubro, também foi destaque. O presidente do Conselho de Administração, Gláucio Pegurin Libório, avaliou a participação do Instituto como excelente e afirmou que “é preciso aproveitar a abertura dada pelo Conselho e fazer uma agenda positiva para 2019”. O diretor técnico, Sérgio Madeira, que também esteve no evento em Brasília, destacou que as sociedades médicas passarão por mudanças na Educação Continuada. “O número de eventos pequenos e específicos deve diminuir e aumentar a importância dos grandes congressos, que serão encontros com conteúdos mais densos e relevantes”, acredita. 
Para o representante do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CBCTBMF), Luiz Fernando Lobo, as entidades precisam deixar muito claro, ao organizarem um Congresso, que o objetivo principal é a Educação Continuada. “E, ainda dentro desta visão, se sair um material especial nos EUA ou em qualquer outro país, é importante mandar duas ou três pessoas para lá, mas que seja transparente ao expor que os profissionais estão indo para aprimorar o conhecimento em tais tecnologias e serem multiplicadores no Brasil”, acrescentou. 
O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular – Funcor – da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Fernando Costa, voltou a defender que o tema compliance precisa ser mais difundido entre a classe médica. “Eu sugiro que todas as sociedades de especialidade destinem espaços em seus jornais internos para mostrar as ações do Instituto Ética Saúde. Além disso, a ética deveria ser o tema de abertura de todos os congressos médicos no Brasil”. 
Sérgio Madeira destacou que a Câmara de Implantes da Associação Médica Brasileira (AMB) é extremamente importante para a divulgação das propostas do IES. “A importância do Instituto, ao congregar todos os players, é enorme. Cada setor ainda vê o outro como opositor. E aqui, neste ambiente, podemos discutir propostas das sociedades médicas, dos hospitais, dos fornecedores”, enfatizou.
O presidente do Conselho de Administração sugeriu que as próprias sociedades que fazem parte do IES indiquem qual seria o modelo ideal de Educação Continuada para os médicos. “Depois que a proposta estiver concluída, trazemos os fabricantes para o debate”, afirmou Libório. 
A ideia foi muito bem aceita. Para o representante da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Diego Falcochio, “a partir do momento que sentarmos para discutir nossos problemas e darmos o feedback para nossos associados, a tendência é que um veja o outro com um olhar melhor e que a gente consiga implementar a ética que estamos buscando de forma mais assertiva”.
 
Novos parceiros
Carlos Eduardo Gouvêa ressaltou que o Instituto Ética Saúde é “um Fórum aberto, transparente e amigável para quem quiser dialogar. O próximo passo é trazer as operadoras de saúde e a indústria farmacêutica, com quem já estamos conversando”, adiantou. O IES pretende, segundo Gláucio Pegurin Libório, desenvolver trabalhos específicos para todos os nichos que estão no projeto. Também já estão em conversas avançadas com o Instituto Observatório Social do Brasil e o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde – Ibross. 
Participaram ainda da reunião Dhalia Guttemberg, da CBDL; Paula Oda, do Instituto Ethos; Edson Rogatti, da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (FEHOSP); Guilherme Costa, da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI); e Simone Batista Neto, da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). 
 

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