4º Fórum a Saúde do Brasil - Instituto Ética Saúde defende a reestruturação do mercado

28/03/2017

“Planos de saúde, distribuidores, fabricantes, médicos e hospitais precisam, cada um, fazer a sua parte e repensar sua conduta”, afirmou Gláucio Pegurin Libório


O presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, Gláucio Pegurin Libório, voltou a afirmar que o combate à corrupção no setor envolve não só fabricantes, distribuidores e médicos, mas também os hospitais e os planos de saúde. A declaração foi feita durante a participação no “4º Fórum Saúde no Brasil: Transparência e Prevenção”, promovido pelo Jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (27/03), na capital paulista. Também, estavam no painel “O que mudou depois da máfia das próteses" o diretor da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), Pedro Ramos, e a presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Solange Mendes. 

Libório defendeu que é preciso que todo o segmento caminhe junto e lembrou que, atualmente, quem está faltando dentro do Instituto Ética Saúde são as Operadoras de Planos de Saúde. “Nós estamos tentando essa aproximação, porque todos os demais players já estão dentro do Ética Saúde, através de associações que representam empresas e hospitais, conselhos médicos e sociedades médicas. Já temos 506 denúncias, que incluem 546 médicos denunciados, 457 distribuidores, 149 hospitais, 29 convênios médicos e 19 fabricantes. Boa parte dessas denúncias já está sendo encaminhada às autoridades. Outro ponto destacado pelo presidente do Conselho Administrativo do IES é que alguns custos hoje não são apontados. “Por exemplo, hoje, quando o distribuidor vai para um hospital fazer uma cirurgia, é obrigado a fornecer todo o material de apoio, desde instrumental básico até equipamentos de altíssimo custo. Toda essa logística encarece o preço final dos produtos. Há toda uma rede de fornecimento que deve ser respeitada, obviamente, com transparência. Por isso eu defendo que nós podemos e devemos caminhar juntos”, frisou Libório. 

Para o executivo, as distorções existem e devem ser discutidas e saneadas, como a demora na autorização de faturamento, por parte das seguradoras de saúde. “Estamos todos do mesmo lado. Este é um momento único para repensarmos o setor saúde. Temos que mudar o sistema e isso envolve vários processos, incluindo uma remuneração mais justa para os médicos e hospitais, por parte dos convênios, pagamentos para os fornecedores dentro dos prazos e preços compatíveis com os serviços prestados. Não podemos perder esse foco. Reafirmo o convite: venham para dentro do Instituto Ética Saúde. Venham questionar o que nós estamos fazendo. As portas estão abertas,  pois  queremos que você esteja ao nosso lado”, finalizou o presidente do IES. 

Para a presidente da FenaSaúde, todas as ações pela ética e transparência no setor são bem vindas e defendeu que a prioridade é a redução de custos. “O mercado de saúde suplementar urge por ações efetivas. Modelos de remuneração e práticas médicas têm que ser revistos imediatamente”, disse Solange Mendes.

Já o diretor da Abramge, Pedro Ramos, aposta nos acordos feitos diretamente com a indústria, a exemplo do que está acontecendo nos Estados Unidos. 

 

Assista o vídeo do debate na íntegra

 

http://mais.uol.com.br/view/e0qbgxid79uv/mesa-2--cadeia-da-propina-encarece-produtos-para-saude-diz-especialista-0402CD98326ADC896326?types=A&

 

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