O futuro da integridade no mundo foi debatido em uma semana de intensas atividades, entre 24 e 28 de março, em Paris, na França. O Fórum Mundial de Combate à Corrupção, promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contou com a presença do Instituto Ética Saúde, representado pelo diretor de Relações Institucionais, Carlos Eduardo Gouvêa. A delegação brasileira estava muito bem representada, com membros da Controladoria Geral da União (CGU); Controladoria Geral do Estado (CGE) de SP, MG e PB; Ministério da Agricultura; Ministério Público; Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL); Instituto Não Aceito Corrupção (INAC); FGVethics; compliance officers de empresas; e advogados que atuam na área. O evento reuniu mais de duas mil pessoas, de maneira presencial e virtual, do mundo todo e foi ainda complementado por vários eventos satélites, como a 6ª Conferência Global da Aliança para a Integridade, iniciativa que completou 10 anos refletindo a evolução dos esforços anticorrupção e de parcerias entre vários atores que têm gerado grande impacto.
Os pontos de destaque do encontro foram: a colaboração público – privada, ação coletiva e ferramentas digitais: IA e analytics no combate à corrupção. “Para se assegurar mais enforcement, ou seja, a aplicação e cumprimento das regras, é necessário ter dados melhores e integrados. E para a coleta de informações e seu compartilhamento é essencial contar com a sociedade civil,aprimorar a detecção de irregularidades e promoção da transparência, olhando tanto para o lado da demanda quanto da oferta”, afirma o diretor do IES.
O Instituto Ética Saúde foi indicado como o grande exemplo de ação coletiva de sucesso para a promoção da integridade no setor de Saúde no painel “Enfrentando a solicitação de suborno: Quais ferramentas para o setor privado”. Outras iniciativas brasileiras no combate à corrupção foram destaque, entre elas um projeto desenvolvido pela empresa Oracle para a Controladoria Geral da União (CGU) em parceria com a OCDE para usar IA na base de dados públicos da CGU para gerar algoritmos que permitem a previsão de quais empresas seriam potenciais fraudadoras ou que teriam mais risco.
“Esta edição de 2025 foi extremamente importante, porque trouxe elementos atuais da discussão sobre a necessidade de revisão dos parâmetros, utilização de melhores ferramentas para o combate às atividades ilícitas, detecção de problemas. Iniciativas como o Instituto Ética Saúde foram muito valorizadas na ação coletiva, que é fundamental para o sucesso desse combate à corrupção. Sem a sociedade civil presente e atuante, cobrando, inclusive dos seus governantes uma postura cada vez mais séria e efetiva, nada será possível”, finaliza Gouvêa.
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